18 maio 2011

verga, só de verga


Decidida que estou a andar de bicicleta, vou fazer um pequeno curso, não me parece natural uma pessoa com perto de 1/4 de século não saiba andar de bicicleta. Estou farta que me digam "ahh não sabes? Eu ensino-te é fácil." e depois na hora do vamos ver, tá quieto, ninguém se chega à frente.

É verão (vá quase...). Está calor (às vezes, hoje chove que doí). Quero ir por essas linhas de bicicleta. Fazer o Guincho de bicicleta de cestinho. Sim, se for para ser têm de ter cestinho de verga e tudo, assim é que é uma bicicleta como deve de ser.

Cheira-me que vou entrar no verão arranhada das urtigas. Toda em negro, e não será bronze, não não. A ver vamos.

A foto é a titulo exemplificativo, dispensa-se a loira e o rapaz armado em que é fofo. Fico com a bicicleta de cestinho de verga com amortecedores em mola. 

12 maio 2011

New York, New York

Preparar uma viagem a NY não é nada fácil, principalmente quando não se têm todo o dinheiro do mundo... Haja gente disposta a colaborar na minha loucura.

11 maio 2011

Como?

Realmente é verdade, como raio uma mulher viola um homem? Obriga-o a ficar durinho à paulada? Há coisas que eu não entendo, essa é uma delas.

05 maio 2011

Fábulas


Conheço a verdadeira, a incomparável, a suprema contadora de fábulas.

Quando se inventa tanta história, tanta treta, quando se vive no país da Alice, fica-se por lá, perde-se a credibilidade e os melhores amigos passam a ser um gato sorridente, um coelho com colete e um chapeleiro louco. Cada um tem o que merece.

04 maio 2011

1/4 de século

Farei, pela primeira vez na vida, aniversário longe de Lisboa. Longe da minha cidade, dos meus amigos, alguns pelo menos.

O ano passado o mais inusitado aconteceu, fui a uma festa surpresa que não era a minha, e passei o restante da noite a beber cerveja de lata, num carro, com vista para lugar nenhum, à conversa com um, na altura, praticamente desconhecido, recém chegado à minha vida mas que se veio a tornar das pessoas mais importantes no meu último ano.

Este ano, nesse período vou estar algures entre festas nocturnas e praia num País que não é este. Onde as águas são quentes e onde não se bebe água para hidratar. Mojitos serão a minha bebida. Lugar onde não se dorme, onde apenas se dormita na praia, algures entre um mergulho e outro. Numa casa alugada, a poucos metros da praia. Num sítio onde não vou andar de carro, e pela primeira vez irei experimentar motas. Com amigos novos, muito recentes, e outros com demasiada história na minha vida. Conciliar tudo isto é difícil. Eu consegui. Ambiente de festa, num local paradisíaco, com gente que quer comemorar tudo, o sol, a praia, o mar, o meu 1/4 de século e os anos de todas as outras pessoas. Resta apenas saber se o álcool não nos vai fazer passar o dia, ou comemora-lo antes de tempo. A ver vamos.
Há pessoas que querem estar sempre comigo. Sempre. É convites, é jantares, é lanches, cinemas e cafés. Querem combinar e querem logo respostas. Outros não querem estar nunca. Curioso.

03 maio 2011

Todas as cartas de amor são ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras, ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser ridículas.
Mas, afinal, só as criaturas que nunca
escreveram cartas de amor é que são ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso cartas de amor ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor é que são ridículas. (Todas as palavras esdrúxulas, como os sentimentos esdrúxulos,
são naturalmente ridículas.)  
(Álvaro de Campos)


Eu sou rídicula. Sou. 

02 maio 2011

às vezes

Às vezes acho que já há gente a mais a saber da existência deste blog, e vem a minha censura interna que me impede de escrever aqui algumas coisas. É pena.