21 março 2011

cor de lula e não só


é oficial, está aí o belo do calor, é sol que se farta e eu sem poder (ainda) usar os meus belos e coloridos óculos de sol. É uma porra sim senhor. Andar a fazer cara de frango enrugado a cada raio de sol. É o reflexo da luz nas minhas gaffas. É uma bela de uma porra, é. Pior que isso é pensar, ah e tal no próximo fim-de-semana, lá estarei eu a expor as carnes ao sol, carnes que vão de um branco lula, a um vermelho intenso cor de bife, e daí não passa. É uma pena mas é o que é. Mas pronto, já me avisaram essas vozinhas irritantes, "mas já piora!", "este tempo é só até quarta.", "no fim-de-semana diz que já chove!" e outras que tal. Agoirentos!
Eu a achar que no próximo fim-de-semana, já começava a trabalhar para o meu ar serrano, presente durante todo o verão. Mas parece que ainda não será desta.
E eu que queria ir para Londres com uma corzinha de bife, só para meter nojo. é capaz de não dar...

Isto vai ficar feio

Agradeço aos mais sensíveis que abandonem esta leitura imediatamente.

Perdi a elegância, foi-se o chique presente na minha pessoa, foi-se. É oficial, estou a desfazer-me (eu disse que isto ia ficar feio). Já é a quarta vez hoje que me dão vontades incontroláveis. Porquê é que estou assim? Epá não sei, mas queria avisar, se deixarem de ver post meus já sabem o motivo. Sucumbi. Se não espero escrever no futuro com menos uns 2 ou 3 kilinhos.

Não me parece que seja pedir muito ao ritmo que as coisas vão.

15 março 2011

sms

É oficial, o meu telefone não toca... Eu confesso que não dependo do telemóvel, e 80% das vezes deixo-o na secretária, do meu local de trabalho, durante o almoço. É que não lhe ligo nenhuma, adoro falar ao telefone mas ando com cada vez menos paciência, e com menos pessoas para falar. Sou das piores a enviar sms, demoro eternidades e gozo, com alguma frequência com o facto. Por isso quase não mando.

Gosto tanto de receber uma mensagem, é coisinha que me traz felicidade. Há mensagens que em poucas palavras me põem um sorriso rasgado na cara. E gosto da expectativa de pensar quem poderá estar a pensar em mim, o que vem dali, vá confesso que espero sempre que seja aquela pessoa com uma qualquer mensagem a roçar o querida, ou querida de todo, que me vai deixar o resto do dia com um sorriso estampado... Aqueles segundos entre o toque e o ver a mensagem em si são de dar largas à imaginação. Ninguém espera que aquela mensagem que recebemos, que até nos fez aumentar o ritmo cardíaco, seja de uma operadora telefónica, um ginásio ou uma porra de uma clínica a avisar que temos uma consulta de especialidade. Mas têm sido a minha vida.

As minhas últimas mensagens são do que falo acima, ora é uma super promoção open day, como quem diz, traz-os-teus-amiguinhos-um-dia-à-borla-ó'pranós-tão-porreirinhos-mas-o-que-nós-queremos-mesmo-é-mais-tansos-que-gostem-disto-paguem-e-não-ponham-cá-os-pés-durante-muitos-dias-quem-sabe-semanas. Ou uma operadora a dizer que agora posso partilhar fotos não sei bem onde, vai ao sítio tal e explicamos-te, como quem diz, “é fantástico, temos prémios upa upa!”. É a clínica que me avisa da consulta, pronto, sobre isso eu não reclamo que eu já nem me lembrava é certo, sobre isso obrigadinho. Mas é triste, convenhamos. Acha uma pessoa que vai receber uma qualquer mensagem que signifique qualquer coisinha e depois é aquilo.

Ups, recebi qualquer coisinha. Hum... raisparta, afinal é só a Vodafone.

13 março 2011

Ela

Ela resistiu. Ela gostava dele mas não se queria dar. Mas ela... Ela apaixonou-se. Ela apaixonou-se pelas suas palavras. Eram meigas e atenciosas. Eram frequentes, as palavras. Ela soube que estava apaixonada numa noite já de verão. Estava quente e estavam sozinhos numa cama. Ela olhava para ele e nem o via. É míope, dê-se o desconto. E foi ali que ela soube que estava apaixonada por aquele vulto. Vulto que falava sem parar apoiado por um cotovelo e com uma das mãos no cabelo dela. Falava-lhe de como ela era especial. Como era bonita. Falava-lhe de futuro a dois. Ela apenas ouvia, calada. Ele achava que ela não prestava qualquer atenção. Mas foi nesse momento de silêncio dela que soube... Ela estava apaixonada.

02h31

Porque as coisas são mesmo assim. Porque às vezes quem procura acha. Sei que faz pouco sentido o que digo mas estou de rastos. É irritante cair em si e ver a nossa falta de importância, custa muito quando gostamos dessa pessoa. Custa muito. Dói demasiado.


Tudo isto porque li coisas com um ano num blog que não me pertence, li porque é público. Resumindo, a pessoa porque quem sou louca têm um passado. Ya, grande feito, eu também tenho, mas depois de 9 meses juntos, e digam o que disserem temos estados juntos nunca vou ser para ele nem metade, nem 1/3 do que foi o “passado”.


Depois da minha decisão de nos afastarmos, e de eu o ter conseguido fazer por mais de 1 mês, ler isto faz-me ter mais certezas. Sei que é estúpido e irracional, são poucas palavras, aliás é uma única frase, frase essa que eu nunca irei ouvir. Nunca nunca (vinda dele pelo menos).


Já lhe dei muito tempo, achei que o início era o início, depois achei que ele precisava de tempo, e depois começaram a vir as desculpas e o gato das botas com aquele olhar, e eu, bambi, voltava sempre para ele, os braços sempre abertos para ele...


Custa muito, demasiado, saber que sou esporádica, não há tempo que lhe possa dar, se tivesse de ter funcionado já teria acontecido. Mas não. Não aconteceu e eu tenho que entender que não vou a lado algum com isto que sinto. Mais vale cortar o mal pela raiz e acabar com isto de uma vez.


Peço tão pouco, é incrível como sou (por ele) apelidada de complicada quando no fundo sou tão simples. É que sou mesmo, eu só quero saber que importo, sentir que tenho significado, sentir que somos um nós e não um eu e tu, um eu e ele. Não quero marcar um dia para o ver daqui a uma ou duas semanas, não quero sentir que estou a marcar na agenda dia para estar com ele. Não quero. Quero alguém para me enroscar no sofá, alguém para dizer coisas parvas, não quero andar sempre arranjadinha, quero andar de pijama, quero ver filmes desinteressantes e trocar beijos longos e saber que quando o beijo acabar que não perdi nada do filme. Quero trocas de olhares. Quero férias juntos, quero sol e quero chuva. Quero que pense que sou tão bonita mesmo com ramelas. Quero andar descabelada, despenteada. Quero jantares fancy's e quero comida no colo. Quero gosto de ti frequente. Quero andar de mão dada. Quero sentir a mão dele à volta da minha cintura. Quero que me cheire o cabelo. Posso também querer uma briga ou outra (coisa pouca, por favor) mas que faça a relação pulsar e que traga um belo de um make up sex.


Não vale a pena mentir, desculpa-lo a ele pela falta de sentimentos, arranjar desculpas pelas atitudes dele e enganar-me a mim própria. Nunca (ele diz que eu gosto de nuncas e de sempres), nunca teremos nada, porque não se pede amor. Não se pede. Ele não pediu o meu. Ele não pediu e eu dei. Tive azar, tive muito azar. Podíamos ter tido uma história bonita. Podíamos mas não tivemos, e não vamos ter. Ele não me enganou, em última análise, eu é que me enganei a mim própria.

09 março 2011

Eu sei.

Isto entre nós nunca vai funcionar. É triste, é chato, é um desperdício, oiço dizer... mas não dá. Não funciona. Eu bem que quis, mas não deu. Por foi causa disto e daquilo e dos pardais no ninho. Mas não deu. Eu sei. Tu sabes. Epá, gosto de ti, mas não dá. Um dia tenho mesmo de te tirar da cabeça, e arrancar o teu sabor da minha boca. Porque não damos. Porque nunca demos. Porque isto entre nós nunca vai funcionar. Eu sei. E tu também sabes.

02 março 2011

Já contei?

Já contei que fui agredida no Bairro Alto? Não?
Estava eu a dizer isso a uma amiga eis se não quando ela se saí com esta magnifica pergunta,
"Mas quem foi?" (WTF?!). Pois é cara amiga, foi um mal-educadão que nem se apresentou, assim vindo do nada chegou e sem me conhecer foi logo pregar-me um pontapé, bem sei que não era para mim, mas os copos já eram tantos que confundiram esta carinha laroca com um qualquer gandulo.

Ele há coisas... II

...que eu não compreendo. Não compreendo porque raio tanto gostam as pessoas de jogos do FB, ainda para mais quando há por aí jogos tão bonitos, com gráficos tipo a atirar para o muita giros, com cenas tipo com ar decente, grátis, digo em pequenino porque ninguém sabe não é? Ninguém sabe que se sacam jogos na net e tal. Jogos que foram feitos este século, com bons gráficos´, com uma boa história, ou sem história nenhuma mas que são bons, mesmo bons. Pois, ninguém sabe. Por isso é que anda aí tudo a regar couves imaginárias no FB e ansiosos que chegue o natal para as irem colher. Fail.

Outro grande fail são as pessoas que gostam ou carregam no like de um link que elas próprias puseram no seu mural. Confunde-me! Ou será que é suposto não gostar daquilo que se põe?! É que não é por nada, mas se se põe uma música, ou se escreve uma qualquer frase de retrete, ou vá que seja filosófica, está implícito não? Ou será que é preciso reforçar? É tão zero. 

Ele há coisas...

...que só me acontecem a mim... É um ah e tal constante de desgraças engraçadas, para os outros que se riem enquanto eu morro de nojo. Estou fartinha que coisas nojentinhas se peguem a mim, qual magnetismo para a coisa. Estava eu na minha santa vidinha, eis se não quando me deu uma vontade, normal, normalíssima de ir à casa de banho do meu local de trabalho. E fui. Pois claro que fui, e correu tudo bem, sem surpresas (elas existem meus meninos), quando vou lavar as mãos, passo as por água, normal até aqui, e meto a mão no dispositivo do sabonete líquido É nesse momento.

Aaaaaaaaarrrrhhhh... nhéca nhéca e 3 pulinhos. Um pintelho que se cola a minha mão! Nojento que só ele.

Este evento reporta-me rapidamente a domingo, dia lindo de ressaca, casa de amigas, sofá de amigas, caneca XXL de café. Alegre (dentro do possível, afinal eu mencionei uma ressaca), bebia o meu café, até que “nheca!”, senti algo. E era uma mosca, morta, vi-lhe as asas, vi-lhe tudo, andava à sei lá quanto tempo a nadar até que se afogou na minha caneca de café. Em 4 canecas a merda da mosca veio para a minha. Magnetismo meus senhores, magnetismo.

Penso, que raio, porquê a mim, é que é recorrente. É que já foi um cabelo com vá coisa para 20 cm dentro de um pão com chouriço, que tive que retirar, puxar e nuuunca mais acabava. Ele foi também um pedaço enorme de madeira dentro de um bolo. Eles são plásticos de um qualquer legume na sopa. E uma pestana na gelatina na minha cantina? Estava lá. Enfiada no treme-treme. E as cenas de aspecto irreconhecível mas que não são claramente comestíveis e nem sequer posso dizer que eram isto ou aqui porque devido ao calor, no caso dos alimentos cozinhados.

No fundo quis apenas partilhar uma série de desgraças, ou em inglês (como diz o outro), a Series of Unfortunate Events ;)